quarta-feira, 17 de setembro de 2008

relógio

são cinco da manhã
o dia está prestes
a começar
e eu não quero
é uma injustiça
tudo foi em vão
gostava de não dormir
e ter a energia
à mesma
o imbróglio é tal
que só
não consigo resolver

a rima é rebuscada
pela luta da sobrevivência
instintos reduzidos
ao básico da
minha existência
perfumes exóticos
do fim da ciência
que nunca existiu
para nós
os últimos
neste planeta

perdi as
mortes
e o nascer do dia
gente simples
que lutou
connosco
esqueci que fui
uma pessoa simples
tinha medo do
escuro que viria
depois da luz
a sequência inevitável
o engenho
tic tac

próximo tic tac
a luz foge do horizonte
outro dia passou
entre o palitar dos dentes
o bravo é sagrado
para um monge tibetano
voo nos cornos do touro
até amanhã
o jogo começou
e já fostes expulso
da casa por mau comportamento
as cores somem

1 comentários:

Dauri Batisti disse...

Passei por aqui, li alguns dos teus poemas, gostei. Deixo o meu abraço.