infelizmente
tive que enviar
informação fora
a cabeça já
não aguentava
podia rebentar uma veia
e a memória
é a vida
o desconhecido
passa
sempre despercebido
está na esquina
à espera para
matar a morte
e a vida
foi tudo tão lindo
valeu a pena
meu irmão
as opções são
limitadas
debaixo do chão
noites em
fatos de cetim
com chatos
e alecrins
comichões no
coração
um acordar sem fim
a morte é
mais rápida
e eu gosto dela
já a dor
é diferente
entra-nos
na alma
sempre estiveram
associadas mas
são diferentes
uma liberta
outra é
permanente
até a
morte salvar
o pensamento
são horas
meus caros
de foder
o presente
que lindo presente
retribui-vos
com o enganar
o presente
e rendo-me
oferecendo-vos
este presente
que vos há-de
ultrapassar
quando vier o último
essa é a a nossa festa
e a morte passa também a
não existir
o universo
fui eu
sempre fomos
sócios e as
testemunhas são as
estrelas
infelizmente
também morrem
as nossas mães
alguém se sacrifica
para o nosso bem
as modas passam
e descobri
que eu também
desde que nasci
e morreu a minha
dilui-te no vento
esquece o pensamento
vêm aí as trevas
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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