por longos corredores
acendo um cigarro
na luz
ouvem-se pessoas
afastadas
não me importa
subo muito sem
saber onde estou
oiço as vozes
sem vontade em
becos mal iluminados
janelas na penumbra
sombras de casas e
sirenes acendem
o ar de noite
é um estranho sono
entro no escuro
estraguei
com o meu entusiasmo
a amizade
desconfiei de mim
enquanto lambia as feridas
o choro do menino
não valia de nada
como eu tinha medo
das linhas brancas
dos faróis no
quarto escuro