sonhos de flores
nos funerais dos
amores
são os mortos
que erguem o sol
uma folha de papel
na usina do diabo
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
engano
desnível no retrocesso da dor
enganei-me por ti
sempre foi possível partir
ao longe o voo
menor múltiplo da multidão
não se aprende nada
o idiota encostado ao bar
conversa com as miúdas
hoje um ensejo
afogado em mil anos de filhos
trinta nuvens de solidão
fogem no rio
sem pensamento
uma máquina de
líquenes bolorentos
corre nas veias
sob uma pele dormente
de focos azuis
que levantam fogo
e morro num vaso de
água
a unir-nos
volto a ver alguns amigos
ainda agora passou ao lado
o meu primo mas
que estupidez houve
um engano nesta
história eu ainda estou aqui e
sou eu não
vejo o meu umbigo
enganei-me por ti
sempre foi possível partir
ao longe o voo
menor múltiplo da multidão
não se aprende nada
o idiota encostado ao bar
conversa com as miúdas
hoje um ensejo
afogado em mil anos de filhos
trinta nuvens de solidão
fogem no rio
sem pensamento
uma máquina de
líquenes bolorentos
corre nas veias
sob uma pele dormente
de focos azuis
que levantam fogo
e morro num vaso de
água
a unir-nos
volto a ver alguns amigos
ainda agora passou ao lado
o meu primo mas
que estupidez houve
um engano nesta
história eu ainda estou aqui e
sou eu não
vejo o meu umbigo
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