segunda-feira, 29 de novembro de 2010

criação

arranco-o
um diabo branco do meu coração
pinto-o com o sangue que me passa no olho
ofereço-o
a uma mente que é minha
devolve-o
um diabo impregnado de cultura
tiro-lhe uma costela e faço uma fêmea
ponho-os ao vento e corto-lhes a respiração...

segredo

luar abatido cortinas de pérolas
esplanada encarnada
o vento
que me empurra
é carne
o empregado de cimento
na caverna sombra
memória e infinito